Os pacientes que procuram uma clínica de cirurgia plástica são, em sua maioria, bons candidatos a tratamentos estéticos, especialmente aqueles cuja principal motivação é melhorar. A busca pela melhora da qualidade de vida e da autoestima é o melhor indicador de que um paciente é bom candidato a uma cirurgia plástica.

Entretanto, procuramos orientar, com especial atenção, quatro grupos de pacientes que podem não ter boa indicação de se submeter a uma cirurgia:

1 - Aqueles que procuram cirurgias antes de estarem prontos para o procedimento

Por exemplo, mamoplastia de aumento (silicone ou prótese de mama) em adolescentes, facelifts (cirurgia de rejuvenescimento facial) em mulheres que não precisam ou se beneficiarão pouco do tratamento, ou rinoplastia (cirurgia do nariz) em uma paciente de 12 anos.

2 - Aqueles com expectativas fantasiosas

Por exemplo, pacientes que acreditam que a cirurgia plástica vai “mudar suas vidas”, salvar seu casamento ou fazê-las parecer com uma modelo ou uma atriz de cinema.

3 - Pacientes insatisfeitas com o tratamento de outro cirurgião plástico

Especialmente aquelas com um resultado cirúrgico razoável mas que se apresentam extremamente críticas ao cirurgião original.

4 - Pacientes psicologicamente instáveis

As pacientes do grupo 1 são orientadas de que é muito cedo para se submeter à cirurgia demandada e que poderia ser melhor aguardar um período para que ela seja realizada. No caso do implante mamário (silicone) deve-se esperar 4 anos após a primeira menstruação. No caso do facelift pode ser melhor encaminhar a paciente para o centro de estética e tratamento de pele da Tempo Cirurgia Plástica para se submeter a peeling, laseraplicação de toxina botulínica (botox) e preenchimento. E no exemplo da paciente adolescente que deseja operar o nariz orienta-se esperar o fim do desenvolvimento facial.

Pacientes do grupo 2 devem receber atenção especial e ser orientadas de forma que passem a ter expectativas realistas em relação à cirurgia plástica. No dia a dia nota-se que pacientes com expectativas realistas, ou seja, aquelas que desejam melhorar o corpo ou algum aspecto indesejável para que se sintam melhor consigo mesmas, geralmente ficam muito satisfeitas e felizes com tratamentos estéticos. Por outro lado, pacientes que acham que a cirurgia vai mudar suas vidas, salvar seu casamento, garantir seu emprego ou torná-las perfeitas geralmente não ficam felizes, mesmo com um bom resultado cirúrgico.

Pacientes do grupo 3, que apresentam um resultado razoável e criticam severamente o cirurgião que originalmente as operou, devem ser reconfortadas e orientadas de que a medicina tem limites e que nem sempre é possível atingir a perfeição. Caso, após essas explicações, essas pacientes continuem a tecer críticas ao cirurgião original, a equipe da Tempo Cirurgia Plástica opta pela conduta de não realizar qualquer tratamento cirúrgico.

Finalmente, pacientes do grupo 4 devem ser manejadas em conjunto com psicólogos e psiquiatras antes de definir pela liberação para tratamentos estéticos. Atenção especial deve ser dada à Síndrome de Dismorfia CorporalPara saber mais, leia o texto a esse respeito publicado nesse blog, clicando aqui.

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Tempo Cirurgia Plástica tem como compromisso melhorar a autoestima e a qualidade de vida das pessoas, priorizando segurança, esmero e carinho no tratamento de seus pacientes.

Referência:

1 – The art of aesthetic surgery: principles and techniques/ Foad Nahai.