O terço médio da face é composto pela pálpebra inferior, pela bochecha e pelo sulco nasogeniano (bigode chinês). Com o passar dos anos, ocorre uma perda de volume e um aumento da flacidez da face, que leva a alterações representadas na figura 1.

rejuvenescimento facial

 

Classicamente, o rejuvenescimento dessa região é obtido pela combinação de tratamentos cirúrgicos e não cirúrgicos como blefaroplastia (cirurgia das pálpebras), lift facial (face lift, ritidoplastia ou cirurgia de rejuvenescimento facial), toxina botulínica, preenchimento e laser. Entretanto, a obtenção de um resultado natural, sofisticado e com baixa incidência de complicações deve observar alguns conceitos anatômicos e técnicos como descrito nos trabalhos de Hester e cols.¹ e sintetizados abaixo:

-Identificar fatores de risco para mau posicionamento da pálpebra inferior como projeção aumentada ou reduzida do globo ocular, flacidez tarsal e inclinação cantal negativa.

-Usar técnicas conservadoras em casos de maior risco como aquelas que não lesam o septo palpebral, cantopexia e cantoplastia, bem como ressecção transconjuntival das bolsas gordurosas e ressecção conservadora de pele.

- Repor volume periorbital, preferencialmente com microenxerto de gordura associado a PRP (plasma rico em plaquetas e fatores de crescimento).

- Associar vários tratamentos de forma sutil e elegante, evitando tentar rejuvenescer a face apenas com um ou dois recursos, o que gera resultados estigmatizados.

- Preparar o paciente para o fato de que o rejuvenescimento da pálpebra inferior deve ser pautado sob o norte da parcimônia, priorizando a prevenção de complicações.

Os tratamentos em cirurgia plástica devem buscar resultados naturais e elegantes especialmente quando se trata de rejuvenescimento facial. Para cirurgias da face, a sutileza é o máximo da sofisticação.

Referência bibliográfica:

Decreasing Complications in Lower Lid and Midface Rejuvenation: The Importance of Orbital Morphology, Horizontal Lower Lid Laxity, History of Previous Surgery, and Minimizing Trauma to the Orbital Septum: A Critical Review of 269 Consecutive Cases. T. Roderick Hester, Jr., M.D. Trent Douglas, M.D. Steven Szczerba, M.D. Atlanta, Ga.