Segundo o dicionário de Oxford, uma selfie é uma fotografia que você tira de si mesmo, tipicamente feita com um smartphone ou webcam e compartilhada via mídia social. E pode falar, você já fez uma selfie.

Inicialmente apontado como um fenômeno adolescente, as selfies se tornaram populares entre todos. O close-up do rosto circula por aí cada vez mais e é figura frequente nas redes sociais onde, nem sempre, recebe quantos likes se pretende.

Redes sociais como o Instagram e o Snapchat são baseadas exclusivamente em imagens. E o Facebook também faz circular muito conteúdo dessa natureza. Assim, os usuários que compartilham fotos de si mesmos têm uma constante lente de aumento apontada para os seus rostos. E como a reação que vão receber pela foto postada é muito importante, a aparência recebe uma autocrítica ainda maior.

Com esse cenário traçado, é de se imaginar que recursos digitais sejam mais procurados para corrigir pequenas imperfeições. Mas o que se registrou foi, também, um aumento de procura por cirurgias plásticas do nariz e das pálpebras e também pelos transplantes de cabelo.

Segundo a Academia Americana de Plástica Facial e Cirurgia Reconstrutiva (AAFPRS), 30% dos cirurgiões plásticos faciais constataram aumento dos pedidos de procedimentos faciais de pacientes que tinham a justificativa de melhorarem a aparência para postarem fotos. O resultado foi um aumento de 10% do volume de rinoplastias realizadas, 7% do volume de transplantes capilares e 6% do volume de blefaroplastias.

E não foram só as cirurgias. A pesquisa também registrou um aumento de 58% na procura de procedimentos estéticos por parte de pacientes com menos de 30 anos de idade. Procedimentos como aplicações da toxina botulínica e preenchimentos podem ter um efeito de rejuvenescimento que adia a cirurgia facial.

A preocupação com a imagem nas redes sociais é grande, afinal de contas, muitas vezes é o primeiro contato que o usuário tem com outras pessoas. E isso pode se dar tanto em nível pessoal, quanto em nível profissional. Além do impacto da primeira impressão, existe também a preocupação com a receptividade dos amigos, os likes e os comentários gerados.

No entanto, é necessário avaliar se é realmente uma insatisfação com o corpo ou se não pode ser um efeito causado pelo ângulo e pela má qualidade desse tipo de fotografia. A melhor avaliação é sempre relacionada à sua qualidade de vida e autoestima. Será que a insatisfação é real ou uma selfie voltou a sua atenção para alguma coisa que nunca havia sido um incômodo?