Dentre os fatores envolvidos no envelhecimento facial, como piora da qualidade da pele, perda de volume facial e queda dos tecidos, este último é tratado com as cirurgias de lift facial, também conhecidas com plástica facial, ritidoplastia ou face lift.

O face lift é, portanto, a cirurgia de rejuvenescimento facial que tem como objetivo reposicionar tecidos como pele, gordura e músculos da face que sofreram queda ao longo do tempo. Existem várias técnicas cirúrgicas que proporcionam bons resultados, sendo que as mais modernas tracionam preferencialmente o SMAS, uma camada de tecido elástico que fica abaixo da derme, retirando a tensão da pele e, assim, proporcionando um resultado mais natural, menos “esticado”.

Muito se discute no meio médico e entre os pacientes a respeito dos minilift ou short scar face lift ou ritidoplastia com cicatriz reduzida. Essas técnicas têm como objetivo proporcionar uma recuperação mais rápida e reduzir as cicatrizes cirúrgicas. As figuras abaixo ilustram a diferença entre as cicatrizes do minilift e do lift clássico.


minilift

 

Mas algumas críticas contundentes podem ser feitas a essas técnicas:

1. A tentativa de reduzir as cicatrizes obriga o cirurgião a posicionar a incisão temporal na frente da linha do cabelo, portanto mais visível. Isso não necessariamente é um grande problema, pois a cicatriz tende a ser de ótima qualidade.

2. A ausência de incisões atrás da orelha dificulta, e muito, o tratamento da região do pescoço, área que frequentemente é a queixa principal de quem busca uma cirurgia de rejuvenescimento facial.

3. Pacientes com grande excesso de pele podem ficar com um aspecto rendilhado na face se submetidas a lift com cicatriz reduzida. Isso é um importante estigma de cirurgia plástica que deve ser evitado.

Atualmente, a Tempo Cirurgia Plástica indica o minilift em cerca de 3% dos lifts faciais, por considerar que, uma vez indicada a plástica facial, a maioria dos pacientes se beneficia muito mais do lift com incisões clássicas. Além disso, boa parte dos pacientes candidatos a um minilift pode obter bons resultados com tratamentos não cirúrgicos, como preenchimentos com gordura associados a PRP ou ácido hialurônico.

Isso não quer dizer que serviços que realizam rotineiramente ou exclusivamente o minilift estavam equivocados. Cada cirurgião considera as suas limitações e aplica as suas habilidades ao selecionar as suas técnicas cirúrgicas e, frequentemente, se especializa em uma tática operatória que ofereça bons resultados aos seus pacientes.

No próximo texto, o penúltimo de uma série de 10 sobre rejuvenescimento facial, abordaremos o tema: “Face Lift”.

Referência bibliográfica:

1 – The art of aesthetic surgery : principles and techniques / Foad Nahai.