Não é incomum que em fendas e orifícios de uma casa, principalmente nos colchões, existam percevejos. Os percevejos de cama são facilmente transportados de um lugar para o outro. Além disso, são insetos hematófagos, ou seja, se alimentam de sangue e picam os humanos para se alimentar.

No Brasil, a maior presença desse tipo de percevejo está concentrada no Rio Grande do Sul, mas existem casos registrados no Rio de Janeiro e Belo Horizonte. É muito comum, ainda, que pacientes que retornam de viagens internacionais – principalmente dos EUA ou da América Latina – tenham quadros sugestivos de infestação por esse tipo de inseto.

A presença do percevejo de cama normalmente não é percebida, a não ser que estejam em grande número, até mesmo porque a picada é indolor.

As picadas podem resultar em um quadro clínico muito variável, pois depende da sensibilidade da pessoa ao inseto.

Muitas vezes, aqueles que sofrem mais com alergias acabam reportando muita coceira e várias lesões na pele que lembram, em aparência, picadas de pernilongo bem próximas umas das outras, normalmente se dispondo de forma linear.

O combate a esses insetos, chamados cimicídeos, deve ser feito com medidas de higiene pessoal e domiciliar, associadas com o uso de inseticidas específicos. É importante lavar a roupa de cama dos colchões acometidos com percevejos de cama diariamente com uso de água quente, bem como o uso de aspirador de pó no colchão.

O diagnóstico de cimidíase deve ser realizado por um dermatologista, preferencialmente associado da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que indicará um tratamento, que pode variar a cada caso.