A camada de gordura do nosso corpo – chamada de tecido adiposo – está normalmente dividida em duas partes. A primeira delas, e também a mais superficial, é conhecida como areolar, enquanto a mais profunda recebe o nome de lamelar. Curiosamente, algumas regiões corporais apresentam apenas a camada superficial. É o caso, por exemplo, das panturrilhas, tornozelos, superfície anterior dos braços, terço médio e inferior das coxas.

Quando o assunto são pacientes considerados obesos, o que se observa é que a camada lamelar aumenta muito mais do que a outra, provocando uma distribuição anormal da gordura (lipodistrofias). A partir daí, a obesidade pode se apresentar a partir de dois padrões:

Obesidade androide

Há um maior acúmulo de gordura na região superior do corpo, como o abdômem. Está relacionado à maior incidência de doenças cardiovasculares e diabetes e ocorre pelo crescimento das células existentes (hipertrofia).

Obesidade ginecoide

Observa-se concentração de gordura ao redor dos quadris, nos culotes, nádegas e coxas. Ocorre pela multiplicação de novas células de gordura (hiperplasia). Daí a dificuldade de perda de peso nesse padrão de obesidade.

obesidade

Mas qual a importância de tudo isso? Na prática, o conhecimento da anatomia do tecido adiposo e do padrão de distribuição da gordura é essencial para um bom planejamento e execução de um procedimento de lipoaspiração. Uma lipoaspiração bem feita, capaz de corrigir as lipodistrofias, melhora (e muito) a autoestima do paciente.