Bandas platismais são duas linhas salientes na região cervical que surgem com o passar dos anos. Assim como na figura abaixo:

pescoço

As bandas platismais podem estar mais ou menos evidentes dependendo das características de cada paciente, mas, ao contrário do que se acreditava há alguns anos, elas não são causadas por flacidez de pele e do músculo platisma, mas sim por rigidez e hipertrofia desse músculo.

Um estudo1 francês publicado em 2017, que acompanhou por 15 anos pacientes com paralisia facial, mostrou que o lado paralisado (com paralisia flácida), sem contração do músculo platisma, não desenvolveu bandas platismais.

Esse trabalho reforça que os procedimentos terapêuticos que têm como objetivo relaxar ou seccionar o músculo platisma podem ser eficientes para o tratamento. Para tanto, a medicina dispõe dos seguintes recursos:

1. Denervação química: consiste na aplicação de toxina botulínica (Botox) nas bandas platismais. O efeito é transitório, durando cerca de 4 meses.

2. Transecção não cirúrgica: realizada com fios e agulhas, no consultório médico, sob anestesia local. Ocorre recidiva das bandas platismais em cerca de 12 meses.

3. Transecção cirúrgica: realizada durante a cirurgia lift facial. Pode ocorrer recidiva das bandas entre 12 e 24 meses após a operação.

4. Denervação cirúrgica: consiste de separar o ramo cervical do nervo facial. Essa seria a conduta mais definitiva e duradoura mas também a mais radical.

O mais comum nos consultórios é iniciar o tratamento com aplicação de toxina botulínica associada, ou não, à transecção não cirúrgica. Pacientes submetidas a lift facial recebem transecção cirúrgica e manutenção com denervação química. Sendo a denervação cirúrgica, reservada para casos mais extremos, ou seja, quando não tiver havido uma resposta satisfatória aos tratamentos mais conservadores.

Cirurgias da Face

Bibliografia

Platysma Bands: Is a Change Needed in the Surgical Paradigm?
Trévidic P, Criollo-Lamilla G. Plast Reconstr Surg. 2017 Jan;139(1):41-47.