Apesar de ser uma uma arte milenar, a fisioterapia é uma profissão relativamente nova, regulamentada em 1969. Conhecida principalmente nas áreas de reabilitação motora pós-traumas, lesões ortopédicas e reabilitação de idoso e de atletas, o que poucos sabem é que sua atuação também abrange a estética, a cardiologia, a ginecologia e a obstetrícia. Áreas menos divulgadas, porém igualmente importantes na promoção do bem-estar e da melhora na qualidade de vida dos pacientes.

A fisioterapia dermatofuncional começou a se desenvolver, entre outros motivos, devido à demanda de pacientes com doenças dermatológicas e alterações estéticas que afetavam demasiadamente sua autoestima. A possibilidade de ajudar a recuperação da autoestima e, consequentemente, o bem-estar, foi o que motivou os profissionais fisioterapeutas a se aperfeiçoarem cada vez mais nesse segmento.

Reconhecida como especialidade fisioterapêutica mais recentemente, em 2009, antes era chamada de fisioterapia estética. Ela foi renomeada com a finalidade de ampliar a área, enfatizando a restauração de função, além de melhorar ou restaurar a aparência (Guirro, 2002). 

A dermatofuncional atua em duas grandes áreas: reparadora (úlceras, cicatrizes, feridas e queimaduras) e estética (envelhecimento, acne, celulite, gordura localizada, edema e estrias). Para que os procedimentos sejam feitos com segurança, o mais indicado é a realização pelo profissional fisioterapeuta. Entre os vários motivos:

1. Os fisioterapeutas têm profundo conhecimento da anatomia e da função muscular, da fisiologia dos sistemas do nosso corpo como os sistemas linfático, circulatório, tegumentar (pele) e metabólico.

2. Esse profissional associa o conhecimento do corpo humano com os recursos terapêuticos manuais de forma isolada ou combinada com recursos térmicos, elétricos, mecânicos e fototerapêuticos de maneira segura e eficaz.

3. O fisioterapeuta é comprometido com o ser humano em toda a sua essência, respeitando-o e valorizando-o.